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Dentro dos tonéis começa a fermentação, o desdobramento da glicose em alcool, a transformação do mosto em vinho. Para os vinhos Malvasia e Boal o processo de fermentação começa mais cedo. Os tipos mais sêcos - Verdelho e Sercial - têm um período de fermentação mais longo, para adquirirem o seu carácter sêco. Quanto mais tempo é permitido ao mosto fermentar, mais sêco se torna o vinho. O sobre-aquecimento ou sobre-arrefecimento, também afectam a fermentação, que tem de ser cuidadosamente controlada para que o produto final seja precisamente o desejado. É adicionado mosto alcoolizado (geropiga) ou cozido (caramelizado), quantidade variável consoante o tipo de vinho a obter, que retém a fermentação e conserva o doce natural do vinho. Este meio de adoçamento limpa o vinho, fazendo com que as impurezas se depositem no fundo. Este tratamento de colorização precede o processo de estufagem que irá atribuir ao vinho Madeira as suas características únicas tão afamadas. |
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Pantaleão Fernandes em 1794 tomou conhecimento dos antigos fumatórios empregues pelos Romanos e experimentou este processo de “cozedura”, usando fogareiros numa área fechada. Entretanto, foi-se instalando sistemas de tubagens, para que o ar quente fornecido por fornalhas fosse canalizado até ao vinho, experiência esta feita por Domingos de Oliveira Álvares. |
O aquecimento |
Depois do vinho novo, ou mosto, ter sido fortificado com alcool vínico para conter a fermentação e retêr o doce natural das uvas, está pronto para ser fervido em enormes tonéis , com capacidade para 30 a 40 mil litros de vinho. Este processo de aquecimento começa quando o vinho é introduzido em tonéis frios rodeados de aduelas de metal inoxidável que distribuem o calor proporcionalmente a todo o vinho. A intensidade do calor é aumentada gradualmente - uma média de 5ºC por dia - até atingir uma temperatura entre os 40ºC e os 50ºC, durante todo um mês sempre sob vigilância cuidadosa, até mesmo por parte dos fiscais governamentais que selam os amperímetros à temperatura máxima de 55ºC. O vinho fica a ferver continuadamente durante mais dois meses até que se começa o processo inverso, a temperatura é reduzida aos poucos até que o vinho fique à temperatura ambiente. Este processo é assim moroso para que o vinho não adquira um paladar a queimado. Após este tratamento o vinho é levado a refinar para depois ser colocado em pipas de madeira de carvalho para uma maturação repousada. |
A refinação e purificação do vinho |
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