Estas vinhas viriam a assumir uma identidade viticultural diferente nas décadas e séculos seguintes: especialmente devido ao novo solo que encontraram na Madeira, a posição geográfica e à qualidade do ar a que estavam sujeitas, todos estes factores contribuiram para subespécies de vinhas únicas. As poucas anotações descobertas em alguns documentos antigos que referem a casta Boal, ou Bual em alguns casos, fazem referência à ordem dada pelas autoridades locais em e por volta de 1780 para substituirem as vinhas Malvasia, doentes ou destruidas, pelas vinhas da casta Boal. O Boal era já classificado como um vinho nobre a esta altura. Segundo os textos escritos pelo agriculturalista, António Teixeira de Sousa, em 1938, o Bual de Madeira, era uma subespécie única e diferente devido aos constantes enxertos efectuados pelos produtores madeirenses até então. O Boal produzido na Madeira é um vinho semi-doce, muito encorpado, rico e estimado devido ao seu “bouquet” esplêndido. |